Tardo, mas não falho!!! Espero que apreciem esse novo texto.Saudades de todos.


Cida dirigiu-se à lareira, onde a lenha crepitava. Com o atiçador, reavivou o fogo e depois retirou uma brasa. Perante o olhar atônito da amiga, colocou a brasa retirada sobre a soleira de mármore que havia na janela. Com um gesto, Maria perguntou-lhe:
- E daí? 
Cida não respondeu. Deixou passar alguns rápidos minutos. Depois, chamou a amiga e mostrou-lhe a brasa retirada. Ela perdera o brilho e agora era somente um carvão, coberto de cinza. Maria refletiu por alguns instantes e depois disse:
- Acho que entendi...
- Maria! Todos nós somos como brasas, no braseiro da fé. Quando nos mantemos juntos, estudando e trabalhando, nos conservamos acesos e quentes. Mas, como as brasas, precisamos estender o calor. Brasas, quando unidas, provocam um enorme fogo, clareando a escuridão e aquecendo as nossas noites frias. Mas, quando estamos unidos aos nossos irmãos de ideal, ainda podemos estender o calor da esperança a muitas outras vidas. Por fim, minha querida irmã, sejamos brasas vivas, fazendo luz para nós e para os outros, sempre, servindo em nome do Mestre Jesus!
E sem dizer mais uma palavra, Cida pega a brasa que apagara-se e a recoloca na lareira. Em breves segundos, ela de novo se acende e torna-se uma brasa viva. Vira-se para Maria, que acompanhava atentamente seus movimentos, e diz-lhe, apenas:
- Não deixe o nosso braseiro com uma brasa a menos!
